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domingo, 21 de junho de 2009

Numa mesa em uma noite

Uma pessoa que faz poesias
Em um guardanapo

É uma pessoa inconstante
Uma pessoa estranha

Que transforma a estranheza
Em palavras... versos... estrofes,

Essa pessoa desconhece
Desconhece o limite da escrita,

Quando muito necessita
escreve até na mesa com amigos
a saborear taças com vinho.

domingo, 14 de junho de 2009

Dia negro

Dores... internas e externas. Vontade... de ficar de pijama. Sair... por obrigação. Encontros... com amigos. Encontros com meninas que serão mães. Dias nebulosos de anversario. Um amor distante e impossivel. Mulher? Onde está esta mulher? Menina. Que dorme em lençois de mentiras, criadas por ela mesmo. ACORDA!!! Como? (silencio) [lagrimas] Dores, pijama. Sem encontros.


Thais Lopes

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Certas Coisas




Não existiria som se não

Houvesse o silêncio

Não haveria luz se não

Fosse a escuridão

A vida é mesmo assim

Dia e noite, não e sim

Cada voz que canta amor

Não diz

Tudo que quer dizer

Tudo que cala

Fala mais

Alto ao coração

Silenciosamente

Eu te quero com paixão

Eu te amo calado

Como quem ouve uma sinfonia

De silêncio e de luz

Nós somos medo e desejo

Somos feito de silêncio e som

Tem certas coisas que eu não sei dizer


Por que não ouvir essa musica? Por que não dar importancia a ela?
Zélia Duncan

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Complexidade e diversidade... CIDADE

São Paulo. Cidade movimento. Descontentamento. Amores diversos. Trios reluzentes. Pircengs. Cigarros. Roupas. Individualismo. Entre a festa e os prédios pessoas. Pessoas dormindo. Prédios frios. Calçadas lotadas. Ruas em festa. Sob marquises famílias. A cuidar do sono. A esquecer a fome. No meio da Virada Cultural pessoas sem casa. Dormem em meio ao som ensurdecedor. Lá apenas o corpo. A alma está em Alfa ou Beta? Não tem como saber. Dormem. Mas também não sabem. Não entendem. Sentem fome. Não percebem a frieza do individualismo. Se perceberem a esquece. Deitados em papelões nas calçadas e praças.