Vida marinha

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

De cara nova

Mudamos o tempo todo, o mundo muda o tempo todo.
Eu sei que sou diferente dos meus cinco anos.
Sei que dos vinte aos 24, eu tambem mudei...
Mas dos 25 para agora, em que completarei 31, as mudanças foram maiores!
Ainda não tenho filho; não publiquei nenhum livro;
arvores plantei, e pretendo plantar mais;
ajudar o próximo já fiz, faço e continuarei fazendo,
por quê?
Me faz bem...
Porem com o teatro, o cinema, a cultura (no geral)
Mudou minha vida,
pessoal, intelectual, criativo.
Mudou
mudou muito
mudou muito mesmo
(Sei que é redundante, repetitivo... mas é um recurso)
mudou mais do que imagino
e acredito que mudou para melhor...
por isso...
o Blog tambem mudou
com uma pagina... que é mais a nossa cara...
mudamos a pele, como os repteis,
trocamos os pelos, como qualquer mamífero,
E como seres humanos, aparentemente racionais,
alteramos nossa realidade.
Para melhor, não sabemos... só sei que a mudança ocorre
De tempo em tempos
Ah! Por enquanto é só...
T.Lopes

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Coisas e coisinhas


Nos desencontros da vida os encontros acontecem.
No escurecer dos dias as noites esclarecem.
Sim pa tia codinome pa Sim tia
Com cores e descores
Palhaços brincantes
Brincam tanto que brincam de não brincar
Ta chi nha viu a nha Ta chi não brincar.
Palhaços...
Sim somos.
Felizes por brincar na brincadeira séria da palhaçaria.
Esse encontros que foram desencontros novamente se encontram.


Eu estou adorando esse processo Carolina e Adriana. Obrigada.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Calma

Longe de toda tecnologia
Encontro-me.
Longe da agitação
Percebo-me.
Distante do modernismo
Sinto-me.
Com as aguas de um rio,
com as ondas do mar,
com o vento entre as arvores,
com o vôo das borboletas azuis.
Longe de minha rotina
encontro meus sentimentos
meus sonhos
meus desejos.


sábado, 3 de dezembro de 2011

UM TRILHÃO DE COISAS

Um trilhão de coisas bateu em minha porta.
E eu?
Abri.
Agora tenho que dar conta das missões que recebi.
Um lugar de todo mundo...
Um mundo todo meu...
Palhaça... por que não?
Provas... provas... e mais provas.
Final de ano para professora... é assim.
Férias...
Esses dias subi uns degreus a mais,
o apto dele... quase perdi...
logo veio a lucidez, então desci.

Um trilhão de coisas bateu em minha porta.
Eu abri.
Feliz e contente
pelos meus presentes,
presentes que recebi
após todas as missões cumpridas.

Fim de Ano é assim...
Um balanço,
com pesos e medidas estabelecidas...
Quase tudo eu cumpri,
Faltou emagrecer.

FIM!!!

sábado, 17 de setembro de 2011

"As borboletas são flores que voam!"

As borboletas não têm tempo para olhar as nuvens.
As raposas não tem tempo de admirar as estrelas.
Os morcegos não podem ver o sol.
Os peixes não podem ver a lua.
Os homens podem tudo isso.
Mas não querem... Alegam falta de tempo... 
Eu não tenho tempo. 
Porém o pouco que tenho... contemplo.


Obs: sobre os animais uso a licença poética.

sábado, 6 de agosto de 2011

Descoberta

No ponto de ônibus descobri o que é lógico
As pessoas de periferia não tem o direito de transito
Não tem oportunidade de ir e vir com conforto ou rapidez
Quando precisa transitar aos sábados divide o espaço com corpos colados
Pouco ar e um comandante a ditar a regra mais para trás... mais apertado
e outro general a parar o tempo todo e acumular mais e mais pessoas.

A "burguesia" anda de carro
Mora perto para locomoção
Ignora os apelos que quem depende de hora
depende de ônibus
depende do trabalho distante de sua casa.

TL

domingo, 24 de julho de 2011

Olhares

Com os olhos vê-se o mundo. Engana os sentidos na confirmação dos olhos.
Eles mostram o mundo de forma fácil e rápida. Se não os tem?
Feche-os. Sinta o odor ao seu redor. Café, chá, gasolina, folhas.
Feche-os. Toque e sinta... A madeira, o tijolo, a areia, a água.
Feche-os. Ouça... Os passos, o batimento cardíaco, a respiração, os carros, as vozes, o som do silêncio que nunca é pleno.
Feche-os. Sinta o corpo que em um relâmpago de segundo se torna ágil, versátil, cuidadoso, pensante. Cada partícula do corpo pensa, age, modifica, identifica. Principalmente, registra as sensações do mundo. Do não visto e do conhecido, porém nunca sentido.
Feche os olhos e vem sentir as coisas ao redor, sem preconceito, com medo natural do diferente. Conheça seu mundo pelo corpo, sem os olhos.






imagem retidada de pesquisa no Google.


Texto feito após o Workshop "Percepção sensorial do homem e outros territórios" com Lara Dau Vieira.