sábado, 31 de julho de 2010

Ve - lo - ci - da - de

Corre tempo. Corre vida. Corre carro. Corre homem. Na rotina. Da cidade. Corre, corre. Um poeta. Poetizou. Trem. Numa festa de rimas. Ao som da máquina progressista. Mal sabia o poeta. Que aquele maquinista. Mudou para cidade grande. E corre, agora, na pista. Corre tempo. Corre vida. Calma. Já não existe. Velocidade é o lema. Dinheiro. Capitalista. Corre. Corre. Fala rápido. Gírias. Poucas palavras. O poeta não sabia. Que conversas atrapalham. As janelas não se abrem. Pra conversas de vizinhas. Corre, corre, na cidade. Quem é você manobrista? Corre,corre. Não tem tempo. Tempo é dinheiro. Trabalhar de sol a sol. Já não supre, companheiro. Horas, horas que não param. Tempo, tempo que não cessa. Na maluquice da cidade. Mais louco é o poeta. Poeta das flores. Poeta dos amores. Desvinculado desse tempo. Com seu próprio momento. Tempo! Brinca com as cores. Flores. Roupas. Semáforos. Admira os versos nos prédios. Pára pra observar a corrida. A corrida contra o tempo. Daqueles que perdem o Tempo. Tempo da vida do corpo. Por causa do tempo, dinheiro.

Um comentário:

  1. Passei por aqui, correndo!
    Gostei do texto,

    Da seguidora, Andreia.

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